quinta-feira, 8 de março de 2012

novela pôs herdeiras do Bradesco lista da Forbes

Pela segunda vez na lista dos mais ricos do mundo, filhas adotivas de Amador Aguiar viveram enredo digno de folhetim

Salvar notícia

Germano Lüders/EXAME.com

Bradesco

Filhas do fundador do Bradesco, Lina Maria e Lia Maria Aguiar estão ena lista dos bilionários da Forbes

São Paulo - Por trás da presença de duas brasileiras na lista dos maiores bilionários mundiais, está o resultado de uma novelesca disputa na Justiça. Lina Maria e Lia Maria Aguiar, filhas adotivas do fundador do Bradesco, Amador Aguiar, esperaram anos para terem acesso à herança.

Hoje, ocupam a 915ª e 1.075ª posição na lista da Forbes, com uma fortuna de 1,4 e 1,1 bilhão de dólares, respectivamente. Em 2011, apareceram pela primeira vez no ranking. De lá para cá, a riqueza das irmãs permaneceu a mesma. No clube dos bilionáriosbrasileiros, Lina Maria é a 32ª colocada. Lia Maria ocupa a 34ª posição.

O pai das irmãs, que são gêmeas, morreu em 1991, aos 86 anos. Antes disso, Amador registrou em testamento a vontade de repassar seus bens a uma única pessoa: Cleide de Lourdes Campaner Aguiar, 40 anos mais nova, sua secretária e segunda mulher. Depois de um relacionamento de oito anos, os dois se casaram em regime de separação de bens três meses antes de Amador falecer.

Laços de família

Começava então o desenrolar de um grande imbróglio judicial. Quando a primeira mulher de Amador morreu, suas três filhas, incluindo a também adotiva Maria Ângela Aguiar, cederam ao pai o direito à herança materna para não serem deserdadas no testamento do patriarca.

Mas no documento que consagrava Cleide como herdeira universal, Amador afirmava que Lina e Lia não eram filhas legítimas. Não seriam, portanto, contempladas com quaisquer recursos. O vínculo de Maria Ângela também fora dissolvido: ao rubricar uma escritura de terra, ela teria assinado folhas a mais, concordando em abrir mão da paternidade.

Na briga pela herança, Cleide chegou inclusive a pedir a exumação do corpo do banqueiro para provar que Lina, Lia e Maria Ângela não eram suas filhas biológicas. A Justiça foi contra. E em 1998 reconheceu a paternidade das três. O direito aos bens da mãe também foram garantidos, com a anulação do acordo que transferia a posse a Amador.

Dinheiro na mão...

Em outra frente da batalha pelo espólio, foi Cleide quem saiu vitoriosa. Depois da morte de Amador, seus 11 netos entraram na Justiça para anular o testamento do avô, alegando que ele não gozava de perfeita saúde mental quando confeccionou o documento. Em 2010, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que as provas apresentadas não eram suficientes.

Com a validação do polêmico testamento, Cleide ganhou o direito a uma bolada avaliada na época em 150 milhões de reais. Se considerado o valor de mercado do Bradesco nos dias hoje, a herança pode soar módica. Afinal de contas, o banco vale mais de 109 bilhões de reais. Mas a disparidade esconde outra manobra de Amador. Nos anos 80, o banqueiro reinvestiu a maior parte do seu patrimônio no próprio Bradesco por meio de doações, pulverizando o controle do segundo maior banco privado do país.]

Dono de uma fortuna de US$ 69 bilhões, o magnata mexicano Carlos Slim voltou a ser coroado como o homem mais rico do mundo, anunciou nesta quarta-feira a revista Forbes, segundo a qual o brasileiro Eike Batista está em sétimo lugar (US$ 30 bilhões) - uma posição à frente da que ocupava em 2011.

Slim, segundo os cálculos da Forbes, reduziu sua fortuna em US$ 5 bilhões em um ano, mas isso não o impediu de aparecer no topo da classificação pelo terceiro ano consecutivo devido aos ativos de seu império de telecomunicações.

Eike, de 55 anos, é dono do grupo EBX e principal acionista da petrolífera OGX, da mineradora MMX, da companhia de logística LLX e do estaleiro OSX.

Os Estados Unidos mais uma vez lideraram a lista com 425 bilionários. A Rússia superou a China na disputa pelo segundo lugar, com 96 bilionários, comparado aos 95 da China.

Moscou liderou todas as cidades com 78 bilionários, seguida por Nova York, com 58, e Londres, com 39.

A lista deste ano, na 25ª edição anual da revista sobre as pessoas mais ricas do mundo, incluiu o número recorde de 1.226 estreantes donos de fortunas de, em média, US$ 3,7 bilhões.

Slim ganhou boa parte de seu dinheiro como um magnata de telecomunicações que expandiu seus negócios para varejo, finanças, commodities e energia.

Em anos recentes ele tem comprado participações maiores no exterior. Ele é dono de fatias da operadora de lojas de departamento Saks, da editora New York Times e da gestora de recursos BlackRock.

Gates reduziu a diferença entre ele e Slim neste ano após o patrimônio líquido do mexicano cair de US$ 74 bilhões para US$ 69 bilhões. A Forbes estima que o patrimônio líquido de Gates subiu de US$ 56 bilhões para US$ 61 bilhões.

Confira a lista dos dez mais ricos do mundo:

1º - Carlos Slim (México)
2º - Bill Gates (Estados Unidos)
3º - Warren Buffett (Estados Unidos)
4º - Bernard Arnault (França)
5º - Amancio Ortega (Espanha)
6º - Larry Ellison (Estados Unidos)
7º - Eike Batista (Brasil)
8º - Stefan Persson (Suécia)
9º - Li Ka-shing (Hong Kong)
10º - Karl Albrech (Alemanha)

O Banco Central (BC) reduziu pela quinta vez consecutiva a taxa básica de juros da economia brasileira. A queda, porém, não foi suficiente para tirar o Brasil do primeiro lugar no ranking dos maiores pagadores de juros reais do mundo.


Segundo levantamento do estrategista-sênior da corretora do Banco Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, se o país quiser deixar a colocação ingrata, seria preciso cortar a Selic em 1,75 pontos percentuais.

Com a Selic atual, a taxa brasileira, descontada ainflação projetada para os próximos 12 meses é de 4,2%. Assim, o Brasil segue líder disparado do ranking, com juros reais que são praticamente o dobro do segundo colocado, a Hungria. (Veja infográfico com os juros reais nas principais economias).

No levantamento feito pela Cruzeiro do Sul Corretora, é possível observar também que, por causa da crise internacional, vários países estão com juro real negativo. A média dos 40 países pesquisados é de -0,7%.

PaísTaxa real
Fonte: Cruzeiro do Sul Corretora
Brasil4,2%
Rússia3,4%
Indonésia2,1%
China2,0%
Colômbia1,6%
Taiwan1,6%
Hungria1,4%
Filipinas1,3%
Austrália1,1%
Índia0,9%
Suíça0,8%
Chile0,8%
Israel0,5%
México0,4%
Polônia0,4%
Malásia0,3%
Coreia do Sul0,1%
Japão0,0%
Tailândia-0,3%
Suécia-0,4%
Argentina-0,6%
África do Sul-0,8%
Espanha-1,0%
França -1,3%
Alemanha-1,3%
Grécia-1,3%
Holanda-1,5%
Canadá-1,5%
Áustria-1,9%
Dinamarca-2,0%
Itália-2,2%
Portugal-2,4%
Bélgica-2,6%
Estados Unidos-2,6%
República Tcheca-2,7%
Inglaterra-3,0%
Turquia-4,2%
Cingapura-4,6%
Hong Kong-5,3%
Venezuela-8,5%
Média dos 40 países-0,7%

Help desk é um termo da língua inglesa que designa o serviço de apoio a usuários para suporte e resolução de problemas técnicos, informática, telefonia etecnologias de informação, ou pré e pós vendas. Este apoio pode ser tanto dentro de uma empresa (profissionais que cuidam da manutenção de equipamentos e instalações dentro da empresa), quanto externamente (prestação de serviços a usuários), por meio de um sistema de gerenciamento de incidentes ou call center.

O serviço de help desk pode ser realizado tanto pessoalmente, quanto por telefone, e-mail, fórum e outros meios de comunicação.

Um exemplo de profissões relacionadas a help desk estão os atendentes de telemarketing, auxiliares de empresas e funcionários de lan house e cyber cafe que realizam diversos tipos de serviços dentro do setor, como a manutenção dos computadores, serviços de gerência e atendimento e auxílio direto ao cliente entre outros. O termo mais usado para o profissional da área é "analista de help desk".

Com a evolução do help desk, surgiu o service desk, que possui abrangência e qualidade maiores[carece de fontes].

]O Brasil ampliou sua participação na lista dos bilionários da Forbes de 30 para 35 pessoas este ano – em 2010, o ranking incluía apenas 18 brasileiros.

O patrimônio total dos brasileiros listados pela Forbes alcança 150 bilhões de dólares, um avanço sobre os 131,4 bilhões de dólares ano anterior. Mesmo elevada, a quantia é mais que duas vezes maior do que a do homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono, no Brasil, das operadoras Claro e Embratel. A fortuna de Slim é avaliada em 69 bilhões de dólares.

O empresário Eike Batista lidera o ranking dos mais ricos no Brasil. Veja quais são os outros 35 nomes que aparecem na lista.

MundoBrasilBilionárioUS$ BilhõesIdade
71Eike Batista3055
522Joseph Safra13,873
673Antonio Ermírio de Moraes e Família12,283
694Jorge Paulo Lemann1272
1785Marcel Herrmann Telles5,762
1966Carlos Alberto Sicupira5,264
2327Família Steinbruch 4,5-
2558Aloysio de Andrade Faria4,291
2909Francisco Ivens de Sa Dias Branco3,877
30410Ana Lucia de Mattos Barretto Villela3,638
30411Abílio dos Santos Diniz3,675
33012Alfredo Egydio Arruda Villela Filho3,442
37713André Esteves343
37714Antonio Luiz Seabra2,969
40115Fernando Roberto Moreira Salles2,765
44216João Moreira Salles2,750
44217Pedro Moreira Salles2,752
44218Walther Moreira Salles2,755
44219Rubens Ometto Silveira Mello2,762
49120Nevaldo Rocha e família2,583
52121Moise Safra2,477
57822Edson de Godoy Bueno2,268
57823Maria de Lourdes Egydio Villela2,2-
60124Lirio Parisotto2,158
63425Dulce Pugliese de Godoy Bueno264
68326Elie Horn1,966
71927Jayme Garfinkel & family1,865
71928Rubens Menin Teixeira de Souza1,856
76429João Alves de Queiroz Filho1,759
80430Guilherme Peirao Leal1,661
85431José Isaac Peres1,570
91332Lina Maria Aguiar1,4-
96033Julio Bozano1,376
107534Lia Maria Aguiar1,1-
107535Antônio José Carneiro1,168
115336Liu Ming Chung149

Veja também a lista das 10 pessoas mais ricas do mundo, segundo a forbes, e saiba mais sobre os 10 bilionários que lideram o ranking entre os brasileiros. A revista americanaForbes divulgou nesta quarta-feira a lista dos maiores bilionários do mundo. Entre as mulheres, pelo sétimo ano seguido, a mais rica é Christy Walton, com US$ 25,3 bilhões, nora do fundador da rede varejista Wal-Mart, Sam Walton. No ranking geral, a bilionária é a 11ª. Destaque também para outra integrante da família Walton, Alice, a terceira mulher com a maior fortuna, US$ 23,3 bilhões. Em segundo ficou a empresária Liliane Bettencourt, com patrimônio estimado em US$ 24 bilhões.

Também presente na lista está Birgit Rausing, em sexto lugar, a herdeira do fundador da companhia de embalagens Tetra Pak, com US$ 14 bilhões. Já a empresária Susanne Klatten, a oitava mulher mais rica do mundo, com US$ 13 bilhões, é também herdeira do patrimônio de seu pai, que controlava a empresa química e farmacêutica Altana.

Confira as 10 mais ricas:
1ª - Christy Walton - US$ 25,3 bilhões
2ª - Liliane Bettencourt - US$ 24 bilhões
3ª - Alice Walton - US$ 23,3 bilhões
4ª - Georgina Rinehart - US$ 18 bilhões
5ª - Iris Fontbona - US$ 17,8 bilhões
6ª - Birgit Rausing - US$ 14 bilhões
7ª - Jacqueline Mars - US$ 13,8 bilhões
8ª - Susanne Klatten - US$ 13 bilhões
9ª - Anne Cox Chambers - US$ 12,5 bilhões
10ª - Savitri Jindal - US$ 10,9 bilhões

]Quando você pensa no salário de uma modelo, certamente imagina que o valor é consideravelmente alto. Mas, de acordo com a lista divulgada pela revista Forbes, não é bem assim.

Entre as profissões que surpreendetemente tem salários baixos estão desde terapeutas de família, repórteres, locutores de rádio e TV, bombeiros e detetives particulares.

Para trabalhar como terapeuta familiar é preciso ter formação superior e uma pós-graduação na área. Por ano, de acordo com o levantamento, a remuneração é de 47.530 dólares, sendo que os 10% profissionais que menos ganham em média, apenas 23.870 dólares anuais.

Com os dados do Bureau of Labor Statistics, uma divisão do Ministério do Trabalho norte-americano, a Forbes compôs o ranking com a condição de que a média do salário anual da profissão tinha que ser inferior a 50 mil dólares.

Clique nas fotos para ver as oito profissões que surpreendentemente tem os salários mais baixos nosEUA.Locutores de radio e TV: renda média anual (39,910 dólares) e total de empregados nos EUA (32.520)


terça-feira, 6 de março de 2012

Louis Vuitton processa Warner Bros por uso de bolsas falsificadas em filme

Louis Vuitton processa Warner Bros por uso de bolsas falsificadas em filme

Falsificação de um modelo no filme Se Beber, Não Case! Parte II gerou o processo judicial

Torsten Blackwood/AFP

Artesã da Louis Vuitton

A artesã Fatima Rhessal, da Louis Vuitton, trabalha na criação das bolsas de luxo na filial de Sydney

Nova York - A marca Louis Vuitton entrou com um processo contra os estúdios Warner Bros por mostrarem no filme "Very Bad Trip 2", estreado na primavera passada, falsificações de suas famosas bolsas.



A demanda, apresentada no dia 22 de dezembro no tribunal federal de Nova York e consultada on-line pela AFP, acusa a Warner Bros de "mostrar de maneira muito visível malas de viagem do grupo Diophy, apresentadas como se fossem verdadeiras valises da Vuitton".

A Diophy é uma das empresas acusadas de contrabando por parte da Vuitton, que apresentou, inclusive, uma queixa à Comissão americana de Comércio Internacional (ITC) pelas imitações.

Para fundamentar sua causa, a Vuitton mostra as fotos de uma cena do filme, no qual o personagem interpretado por Zach Galifianakis, apresentado como particularmente ridículo na escolha do vestuário e acessórios, pede a seu amigo para cuidar de maleta: "Cuidado, é um Louis... um Louis Vuitton", ouve-se dizer.

Para Vuitton, a comédia da Warner Bros semeia "confusão" no espírito do espectador, que pode pensar que a bolsa mostrada está patrocinada ou aprovada pela marca de luxo.

]

4º lugar: Ingvar Kamprad

Ingvar Kamprad é um dos exemplos de bilionários que estão bem na lista da Bloomberg, mas que aparecem em posições modestas na Forbes. No ranking da agência de notícias, o sueco é o quarto homem mais rico do mundo, com um patrimônio de 42,7 bilhões de dólares. Ingvar é fundador da Ikea, a maior varejista de móveis do mundo.

6º lugar: Amancio Ortega

Amancio Ortega Ganoa é o sexto homem mais rico do mundo, segundo a Bloomberg. O nome de sua holding de moda, Inditex, não é muito charmoso, mas uma de suas grifes é bem conhecida dos brasileiros: a Zara. Sua fortuna é estimada pela Bloomberg em 38,9 bilhões de dólares. Além da indústria da moda, Ortega investe também em turismo, imóveis, gás e bancos.

Os países latino-americanos estão mais resilientes a choques internacionais devido a políticas cambial e monetária flexíveis, altas reservas internacionais e um sistema bancário sólido, apontou nesta quinta-feira um relatório do órgão que representa as grandes instituições financeiras globais.

Mas a crescente dependência da China e a valorização das moedas locais impõe a necessidade de reformas que levem os países a ter maior produtividade, segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF).

"Há condições de competir globalmente, mas é preciso implementar uma agenda de reformas", disse a jornalistas o diretor-gerente do IIF, Charles Dallara, a jornalistas.

Segundo o relatório, de maneira geral, as posições fiscal e externa da América Latina até melhoraram comparativamente em relação ao resto do mundo. Parte disso deveu-se à constituição de mais reservas internacionais, que subiram 18 por cento em 2011, mesmo com a piora internacional e a políticas fiscais mais ortodoxas.

Isso abriu espaço para a flexibilização monetária para incentivar o mercado doméstico, outro ponto considerado importante contra a fraqueza global.

Para o IIF, uma piora na Europa teria efeitos limitados, já que o continente responde por apenas 16 por cento da corrente de comércio com a região. Os europeus não só mantiveram como elevaram o investimento em 25 por cento na América Latina em 2011, e deve continuar a ter um crescimento "vibrante" em 2012 e 2013, já que as perspectivas de crescimento de longo prazo da região são animadoras.

O sistema bancário, foi outra fortaleza local citada no relatório, com destaque para o Brasil, onde apenas 19 por cento dos ativos financeiros são dominados por estrangeiros.No entanto, para o IIF, a América Latina também está tendo "sorte" por ser uma grande exportadora de commodities, cujos preços permanentemente elevados têm ajudado ou "mascarado" a fraqueza nas contas externas e fiscais de vários países.

"Preços maiores explicam muito do aumento das exportações nos últimos cinco anos", afirmou o órgão, para quem três quartos de tudo o que a América Latina (excluindo o México) exportou em 2011 foi matéria-prima.

A pressão inflacionária de commodities mais caras também impede maior flexibilização monetária para impulsionar o crescimento econômico.

A dinâmica de juro alto para conter os preços atrai capital estrangeiro de curto prazo, valorizando as moedas locais, roubando-lhes a competitividade.

Na terça-feira, o Banco Central brasileiro cortou o juro básico em 0,75 ponto, a 9,75 por cento ao ano, em meio aos esforços do governo justamente para tentar conter a apreciação do real e acelerar o crescimento.

Para o IIF, esse cenário não vai mudar tão cedo, já que as economias desenvolvidas devem manter o juro perto de zero por pelo menos mais dois anos, afugentando capital para economias com mais potencial de rentabilidade, como as latino-americanas.

"As moedas de países em desenvolvimento vão continuar fortes", disse o economista-chefe do IIF, Phillip Suttle. "É a vida."

O órgão prevê expansão de 3,7 por cento para o PIB da região este ano e de 4,5 por cento em 2013. Para o Brasil, a expectativa é de crescimento de 3,4 por cento neste ano e de 5,2 por cento no próximo.

Internet está longe de compensar perdas de jornais

"Para cada dólar ganho na edição digital, 7 dólares são perdidos em receita no papel", conclui o estudo do Pew Research Center



Divulgação

Jornais

O estudo foi realizado com dados comerciais confidenciais fornecidos por 38 jornais pertencentes a seis grupos diferentes

Washington - A receita obtida na internet pelos jornais americanos está longe de compensar o recuo das edições impressas, indica um estudo divulgado nesta terça-feira.


"Para cada dólar ganho na edição digital, 7 dólares são perdidos em receita no papel", conclui este estudo do Pew Research Center.

O estudo foi realizado do fim de 2010 ao final de 2011 graças a dados comerciais confidenciais fornecidos por 38 jornais pertencentes a seis grupos diferentes. Juntos, esses títulos obtêm ainda 92% de suas receitas graças à edição impressa.

"Um sentimento generalizado é que quinze anos depois do início da transição digital, os dirigentes ainda têm a impressão de estarem no começo de uma reflexão sobre a maneira de proceder" frente à erosão da clientela tradicional, indicou o Pew Research Center, depois de ter consultado os dirigentes da imprensa.

"Nossas pesquisas revelam um setor que ainda não avançou muito para um modelo econômico que substitua o modelo tradicional outrora próspero, enquanto até a receita publicitária global dos jornais caiu mais da metade em apenas alguns anos", explicou.

"O setor reagiu a essas perdas aumentando o preço das assinaturas. Mesmo dessa maneira, a receita total dos jornais está em queda de mais de 40% na década passada", acrescentou o centro de pesquisas.

De acordo com os autores do estudo, os jornais que se saem melhor são aqueles capazes de propor aos anunciantes alvos precisos entre os seus leitores na internet. Mas apenas 40% deles afirmaram que esta era "uma parte importante de seu método de venda

segunda-feira, 5 de março de 2012

Eike só deve superar a fortuna de Slim em 2024

A fortuna do empresário, avaliada em US$ 29,8 bilhões, deixa-o na décima posição entre os mais ricos do mundo segundo o Índice Bloomberg de Bilionários

Alexander Cuadros e Juan Pablo Spinetto, da
(0)Views (694)
Salvar notícia

sábado, 3 de março de 2012

O Carrefour que dá certo

Rede Atacadão, que já responde por mais da metade das vendas do grupo francês no Brasil, vai exportar o modelo de negócios do atacarejo.

Por Marcelo CABRAL

Existem duas versões do grupo Carrefour no Brasil. Uma delas, formada pelos hipermercados da multinacional francesa, tem sido acompanhada nos últimos anos por notícias negativas como fraudes contábeis, trocas de diretores e seguidos problemas de gestão. Os problemas levaram a controladora francesa até a cogitar a fusão da operação brasileira com o rival Pão de Açúcar, descartada após meses de negociação. Já a outra versão recebe todo ano pelo menos duas linhas elogiosas no balanço mundial do grupo e é responsável pela maior parte do faturamento de € 12,3 bilhões (cerca de R$ 28 milhões) do grupo no mercado brasileiro. Trata-se do Atacadão, rede comprada pelo Carrefour em 2007.

59.jpg
Do Brasil para o mundo: modelo usado nas lojas do Atacadão no Brasil (à esq.) vai se juntar às operações
do Carrefour nos países em desenvolvimento, como a Indonésia (à dir.)
A empresa tem apresentado resultados tão expressivos que teve seu modelo de negócios escolhido pela matriz para ser exportado para mercados emergentes de todo o mundo. A escolha é estratégica. O Atacadão atua na modalidade conhecida como atacarejo, que, como o nome sugere, reúne os conceitos de atacado e varejo em uma única operação. É o segmento que mais cresce no comércio brasileiro. “O atacarejo, originalmente voltado apenas para os pequenos comerciantes, também atingiu em cheio o consumidor final, especialmente aqueles com famílias grandes”, diz Rubens Batista Júnior, sócio da consultoria KF e ex-presidente do Makro. Especialistas estimam o faturamento do Atacadão em R$ 15 bilhões, ou seja, mais da metade da renda do Carrefour no País.
No último semestre do ano passado suas vendas aumentaram mais de 11%, enquanto o Carrefour registrou queda de 3%. O Carrefour tem hoje cerca de 160 lojas – número que deve permanecer estável nos próximos anos –, enquanto o Atacadão já está em 80 e pretende abrir 40 novas unidades nos próximos dois anos. Trata-se de um salto e tanto para uma empresa que teve um início modesto no início da década de 1960 em Maringá, no Paraná, e seguiu sob controle familiar até ser vendida. Nenhum executivo do grupo Carrefour concedeu entrevista à DINHEIRO. No entanto, a revista ouviu, sob compromisso de sigilo, funcionários do grupo, ex-colaboradores, empresários concorrentes e especialistas em varejo para conhecer os planos e os segredos da empresa.
Dessa forma, a reportagem apurou que o comandante da internacionalização do Atacadão será o executivo gaúcho José Roberto Müssnich, que deixou a presidência da empresa por um escritório na filial do grupo, em Paris, de onde irá supervisionar as operações, que serão feitas sob a bandeira Carrefour Maxi. Após uma experiência-piloto na Argentina e na Colômbia, o modelo do Atacadão será implantado em países como Marrocos, Índia e Indonésia. A primeira loja do projeto será marroquina e sua inauguração está prevista para este mês. Entre os diretores do Atacadão, o receio é de que a substituição de Müssnich pelo holandês Gerard Scheij – ex-presidente da rede de supermercados GBarbosa – signifique uma mudança na cultura de negócios do grupo, considerada como sua principal vantagem competitiva.
“O Müssnich era pouco alinhado com o Luiz Fazzio (presidente do Carrefour Brasil)”, diz um executivo que acompanhou as negociações. “Se o Carrefour mudar a rota do Atacadão, vai perder um diferencial gigantesco.” Essa rota bem-sucedida do Atacadão tem seu início no baixo custo de operação. As lojas são espartanas, com pouco conforto. O ar-condicionado é quase imperceptível, a iluminação é precária, há menos funcionários e os serviços são mais simples. Os caixas só aceitam cartão de débito ou dinheiro, evitando o pagamento de taxa pelos cartões de crédito ou o risco de inadimplência dos cheques. Os produtos são acomodados em estrados e os mais altos da pilha são recolhidos por empilhadeiras que circulam entre a clientela.
60.jpg
José Roberto Müssnich: ex-presidente do Atacadão, com passagens
pela Gerdau e Bunge, vai atuar na exportação do modelo
do atacarejo a partir da sede do grupo Carrefour em Paris.
No total, a operação de uma unidade chega a ser 70% mais barata do que a de um hipermercado. A disciplina com gastos também se estende à gestão. “O Carrefour precisa de 70 diretores para fazer o que realizávamos com três pessoas”, brinca Farid Curi, um dos antigos proprietários do Atacadão. A postura rígida se manifesta a todo momento. É comum, por exemplo, que durante viagens de negócios pelo interior os principais executivos do grupo fiquem hospedados em motéis baratos, ao lado da equipe de vendas. Quando procura terrenos para novas unidades, o time do grupo entrega cartões de visita em branco, para evitar que a imobiliária ou próprio vendedor descubra quem é o comprador e jogue o preço para cima.
O relacionamento com os fornecedores, criado ao longo das décadas, traz mais vantagens. “O Carrefour sempre espreme os fornecedores, eles ficam brigando por causa da margem”, relata um especialita do segmento. “O Atacadão trabalha de modo mais amigável.” Com um mix menor de produtos nas prateleiras (no máximo dez mil itens, contra a média de 60 mil dos hipermercados), é possível comprar quantidades maiores de cada um deles. “Muitas vezes os representantes do Atacadão aceitam uma margem menor, deixam os fornecedores felizes e ganham na quantidade”, afirma o especialista. O resultado disso tudo é um preço bem mais em conta do que nos super e hipermercados.
Para um público majoritariamente da classe C, um custo 15% a 30% menor é o fator decisivo na escolha do local das compras. Como os alimentos representam 80% das vendas, a estratégia do Atacadão é forçar uma queda ainda maior no preço da cesta básica; com a propaganda boca a boca, o público é atraído para dentro da loja, onde também acaba consumindo outros itens menos em conta. Assim, especialmente em cidades do interior do País, se tornaram comuns visões como a relatada por um funcionário da empresa, que testemunhou excursões às lojas de até 20 ônibus lotados de clientes. “Eles rodaram por 500 quilômetros para fazer suas compras”, diz. O preço baixo é justamente um dos motivos pelos quais o modelo do Atacadão foi escolhido para ser exportado.
Afinal, os destinos são mercados formados por consumidores de baixo poder aquisitivo e que não dispõem de benefícios como 13º salário ou cesta básica no fim do ano. “A diferença no preço final será determinante para o sucesso”, diz Márcio Roldão, sócio-diretor da consultoria Avention. O grande desafio mesmo será fazer as adaptações corretas. Os costumes, a religião, o padrão de consumo, tudo é diferente nesses mercados. Por exemplo, quando começou a atuar na Colômbia, a equipe encarregada de implantar o Atacadão percebeu que precisava fracionar os produtos em unidades muito menores do que no Brasil, seguindo a cultura local. Assim, foram lançados pacotes com 100 gramas de arroz e latas com 100 mililitros de óleo.
61.jpg
O problema será ainda maior agora. Na Indonésia, por exemplo, quase 90% da população é islâmica, com seus consequentes reflexos na venda de produtos como álcool e carne. Um funcionário da empresa de atacarejo se mostra confiante: “Quando o Atacadão entra em algum lugar, fica igual a uma minhoca: com a cara da terra”, brinca. “A empresa sabe como criar relacionamento com fornecedores e com os produtos locais, se integrando à comunidade.” No Rio Grande do Sul, por exemplo, nos mastros colocados à frente de cada loja, está hasteado o pavilhão do Estado, em vez da bandeira do Brasil. Detalhes como esse ajudaram a companhia a conquistar o mercado gaúcho, considerado um dos mais seletivos do País – Casas Bahia e Magazine Luiza, por exemplo, nunca conseguiram emplacar operações bem-sucedidas nos Pampas.
Mesmo sem levar em conta o sucesso da empreitada no Exterior, os resultados do Atacadão se destacam ainda mais quando comparados ao momento difícil do g rupo Carrefour. No ano passado, as vendas ao redor do mundo foram de € 91,5 bilhões, alta de apenas 0,5% sobre 2010. Na França, seu principal mercado, houve queda de 1,2%. O anúncio dos resultados finais será feito no próximo dia 8, e os seguidos alertas emitidos pela empresa deixaram pessimista o mercado, que espera um recuo de até 20% em seu lucro. O anúncio da troca do atual presidente, o sueco Lars Olofsson, pelo francês Georges Plessat – terceiro CEO em três anos – não ajudou a melhorar as previsões. O pano de fundo para os problemas do Carrefour é a crise que atinge os hipermercados no mundo.
Com as mudanças no perfil do consumo na última década – menos tempo gasto dentro das lojas, menor fidelização e compras mais frequentes e com tíquetes menores – os hiper passaram a sofrer com a concorrência de outro tipo de loja – os chamados comércios de bairro – pelo cliente de classe média. São empórios, padarias e açougues bem localizados, perto do local de trabalho ou da casa do consumidor. “Eles conhecem o cliente pelo nome, proporcionam um atendimento personalizado e até um acabamento melhor dos produtos”, diz o consultor Roldão, da Avention. Também surgiram outros competidores, como os canais online, de venda direta, e, mais recentemente, de redes sociais. “O modelo de negócio dos hiper precisa ser reinventado”, afirma Batista Júnior, ex-presidente do Makro. “O mundo da década de ouro do Carrefour, dos anos 1990, já não existe mais.”
62.jpg